Interruptor de toque biestável
Descrevemos um simples controle de toque com saída biestável
que pode ser usado como alarme, controle de eletrodomésticos e em muitas outras
aplicações que certamente a sua imaginação não deixará de encontrar. O circuito
utiliza um relé que tem dois contatos para 2A, o que permite o controle da
maioria dos eletrodomésticos comuns. Seu custo de montagem é relativamente
baixo, utilizando componentes bastante comuns em nosso mercado.
O que diferencia este interruptor de toque de outras versões
é o seu tipo de funcionamento. Diferentemente dos tipos de acionamento direto
ou temporizado, ao toque de comando, ele não liga por curto espaço de tempo ou
somente pelo tempo de comando, mas comuta, ficando indefinidamente no estado determinado
pelo toque. No toque seguinte ele muda novamente de estado. Assim, se no
primeiro toque ligamos a carga, no segundo toque, a desligamos.
O circuito utiliza como recurso importante um integrado 555,
de tal forma ligado, que produz um pulso por toque, o que torna o circuito
muito estável e de funcionamento perfeito.
A alimentação é obtida de 4 pilhas comuns, mas nada impede
que se utilize uma fonte regulada de 6V numa aplicação fixa.
Como sensor, podemos ter dois contatos próximos um do outro
(dois alfinetes, por exemplo) que devem ser tocados simultaneamente, ou se um
deles for aterrado, poderemos fazer o disparo por um único sensor.
O sensor não deve ser um objeto de grandes dimensões dada a
possibilidade de captação de ruídos que provocariam o disparo errático do aparelho.
COMO FUNCIONA
Dividindo o aparelho em etapas ficará mais fácil entender o
seu princípio de funcionamento. Assim, começamos pelos sensores que consistem
simplesmente em dois contatos que devem ser tocados. Com o toque dos dedos,
circula entre eles uma fraca corrente que polariza o transistor de modo a haver
condução. Com isso, cai a tensão de coletor em Ql, o que leva o pino 2 do
integrado 555 a um nível baixo, suficiente para causar o disparo.
Este integrado consiste na segunda etapa do circuito sendo
ligado como monoestável. Sua finalidade é produzir um pulso único, de duração
definida por R4 e Cl, quando houver um toque no sensor, ou seja, quando a
tensão do pino 2 cair a menos de 1/3 de Vcc (tensão de alimentação).
O pulso produzido pelo 555 serve para comutar a terceira
etapa do aparelho, que consiste num biestável com o integrado CMOS 4013. Este
integrado possui dois flip-flops, dos quais usamos apenas um, aterrando as
entradas e saídas não usadas do outro (exceto Q).
Assim, o nível de saída do pino 13 (Q) vai depender dos
pulsos de entrada produzidos pelo 555 (via pino 11 do 4013). Partindo de uma
situação em que a saída 13 está no nível baixo, no primeiro pulso ela comuta,
passando para o nível alto. No pulso seguinte ela volta ao nível baixo, para
passar novamente ao alto no terceiro pulso.
Para energizar a bobina do relé é usado um transistor NPN de
silício, já que se necessita de poucos miliampères de corrente para esta
finalidade.
Nos contatos do relé podemos então ligar os aparelhos
controlados, respeitando sua corrente máxima que é de 2A.
Na figura 1 temos formas de ondas obtidas nas diversas
etapas do circuito.
MONTAGEM
Começamos por dar o diagrama completo do aparelho na figura
2, observando que para a saída de controle deixamos os contatos do relé
numerados em aberto.
A placa de circuito impresso é mostrada na figura 3.
Observe que utilizamos soquetes DIL tanto para os integrados
como também para o relé, que é do tipo micro relé (Metaltex) com bobina de 6V.
Os resistores empregados são todos de 1/8 ou 1/4W com
qualquer tolerância.
Os capacitores eletrolíticos têm tensão de trabalho de 6V ou
mais.
Para a alimentação damos como opção de fonte a figura 4.
Nesta fonte o transformador tem enrolamento secundário de 9+9 ou 12+12V com
corrente de 200mA ou mais.
O circuito integrado 7806 deve ser dotado de um pequeno
radiador de calor e o eletrolítico maior (Cl) deve ter uma tensão de isolamento
de pelo menos 16V
PROVA E USO
Para provar o interruptor, basta ligar a unidade e tocar
simultaneamente nos pontos XI e X2. O relé deve alterar seu estado com um
estalido característico. Uma verificação da presença de um pulso de tensão na
saída do 555 (pino 3) com o multímetro pode servir de base para verificação de
qualquer anormalidade. O pulso deve durar em torno de 1 segundo e ter
intensidade próxima de 6V.
Outro ponto de verificação de nível de tensão importante
para um teste de funcionamento é o pino 13 do CI-2 que deve estar no nível
baixo ou alto, conforme o toque dado nos sensores.
Uma vez comprovado o funcionamento, a ligação de qualquer
circuito controlado é feita conforme mostra a figura 5.
LISTA DE MATERIAL
CI-1 - 555 - circuito integrado
CI-2 - 4013 - circuito integrado CMOS
Q1, Q2 - BC548 ou equivalente - transistor NPN de
Uso geral
D1 - 1N4148 - diodo de silício de uso geral
K1 - MC2RC1 – micro relé de 6V (Metaltex)
S1 - interruptor simples
B1 - 6V - 4 pilhas pequenas ou fonte de alimentação
X1, X2 - sensores - ver texto
C1 - 1 µF x 6V - capacitor eletrolítico
C2 - 100nF - capacitor de poliéster ou cerâmica
C3 - 4,7 µF x 6V - capacitor eletrolítico
C4 - 1OOµF x 6V - capacitor eletrolítico
R1, R2, R5 -100k - resistores (marrom, preto, amarelo)
R3, R4 - 47k - resistores (amarelo, violeta, laranja)
R6 - 4k7 - resistor (amarelo, violeta, vermelho)
Diversos: placa de circuito impresso, soquetes DIL
Para integrados fios, solda, suporte para 4 pilhas etc.






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